Instagram ou Google: por onde o advogado deve começar?
Quase todo advogado que decide investir em presença digital chega à mesma dúvida: começo pelo Instagram ou pelo Google? A pergunta parece de preferência, mas tem resposta objetiva. Os dois canais atendem momentos diferentes da pessoa que um dia vai precisar de você, e o que define a prioridade é qual desses momentos pesa mais na sua área.
Google: quem já tem o problema
No Google, a pessoa chega com a necessidade pronta. Ela digita "advogado de divórcio", "fui demitido, e agora" ou "aposentadoria negada" porque o problema já existe e ela quer resolver. É o que se chama de demanda ativa: o escritório que aparece nessa hora, com uma página clara sobre o assunto, conversa com alguém que já decidiu procurar ajuda. É também o canal em que o anúncio responde a uma busca iniciada pelo próprio cliente, formato que o Provimento 205/2021 admite.
Instagram: quem ainda não precisa
No Instagram, a lógica é outra. Quem vê o seu conteúdo, na maior parte das vezes, não precisa de advogado naquele momento. O trabalho ali é construir autoridade e lembrança: quando o problema surgir, meses depois, a pessoa lembra de quem explicou o assunto com clareza. É um canal valioso, mas de retorno mais lento, e o alcance é decidido pelo algoritmo da plataforma, não por você.
Quando começar pelo Google
- Sua área tem buscas urgentes, em que a pessoa procura e contrata em poucos dias, como família, trabalhista, previdenciário e criminal.
- O escritório precisa de casos novos no curto prazo.
- Você quer medir com precisão quanto custa cada contato.
Quando o Instagram pesa mais
- A atuação é consultiva ou empresarial, com ciclo de decisão longo e contratação por confiança.
- Você já tem público e produz conteúdo com regularidade.
- Boa parte dos clientes chega por indicação e pesquisa o seu nome antes de ligar.
Os dois juntos, com uma base própria
Na prática, os canais se completam. O Google traz quem está procurando; o Instagram reforça a confiança de quem pesquisa o seu nome antes de chamar. Os dois funcionam melhor quando apontam para um lugar que é seu: o site do escritório. Perfil em rede social é espaço alugado, sujeito a regras e alcance que mudam sem aviso; o site é onde você controla a mensagem e mede o que acontece.
Em qualquer dos canais, a régua é a mesma: conteúdo informativo, sem promessa de resultado, sem oferta de serviço no tom do varejo e sem abordar pessoas a partir de um caso concreto.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do Tribunal de Ética e Disciplina da sua seccional da OAB. Em caso de dúvida sobre um material específico, consulte a sua seccional antes de publicar.
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